17 de junho de 2016

Só Mais Um Post Qualquer

Curiosamente, depois que eu me tornei mãe eu aprendi muitas coisas sobre como ser "humano". Ok, explico. 

Aprendi a ser mais tolerante com algumas coisas e, ao mesmo tempo, a ser bem menos tolerante à outras. Aprendi que o mundo não diz respeito ao "meu mundo" ou à mim, por mais que eu subconscientemente lute contra isso (meu lado "filha única") e sinto doer bem mais hoje em dia por saber que na real eu não sou o centro das coisas (uma teoria um pouco complicada de explicar, mas resumidamente o que quero dizer é que: a gente geralmente dá muito mais valor ao que nos diz respeito do que ao que é do outro; uma espécie de egoísmo ou egocentrismo que cabe e é natural em seus diferentes graus a todo ser humano). Aprendi que para ser ouvida eu preciso primeiro ouvir, pois antes eu costumava querer falar mais e ouvir menos; eu não sabia ouvir direito (e ainda não sei muito bem, eu acho). Aprendi que meus problemas, questões ou glórias não são maiores, ou melhores, ou piores que os de ninguém; eles são meus e cabe a mim saber dar o devido peso a cada um, sem que isso afete negativamente a minha vida ou a de qualquer outra pessoa. Aprendi que algumas coisas dependem de mim, mas que todas, absolutamente todas elas vão seguir em frente caso eu não possa resolve-las (e isso é extensível à pessoas, não só coisas). 

Enfim, aprendi um montão de coisa e poderia ficar enumerando várias delas aqui, mas como também aprendi que tudo precisa de um determinado tempo, vamos dando tempo ao tempo e publicando meus aprendizados ao longo desse devido tempo ai.

Vamo que vamo!

Beijos!




10 de maio de 2016

12X Antonio

Registrando o pequeno do primeiro ao 12 mês de vida <3

(A logo ai embaixo é pra divulga meu trabalho, claro, rs).





Beijos!

2 de maio de 2016

1 Ano e o Primeiro Dia na Creche

Vou começar pelo dia de hoje, já que estou aguardando aqui na creche a adaptação ao primeiro dia do Antonio. Pois bem, para todo mundo que eu falei foi um "Ah! Coitadinho! E como você está? Sofrendo, né?". Minha resposta para esta questão é não e digo mais: estou muito animada para ver o desenvolvimento do meu filho na creche, a convivência dele com outras crianças e somado à isso o tempo que eu vou passar a ter para trabalhar, sair e/ou fazer nada (pouco provável esse último ai). Não sei se sou uma mãe desalmada (deve ter quem ache), mas não consigo entender esse sofrimento todo que o povo passa para deixar os filhos em creches e escolas. Sério. É bom para eles, é bom para os pais, é bom para todos! Tenho certeza que o Antonio vai curtir. E eu também!

O pequeno fez um ano no último dia 17 e cá pra nós depois dos 6/7 meses o tempo passou bem rápido. Os primeiros meses por serem realmete bem complicados para todos "demoram" a passar, mas no geral, como bem defini há poucos dias "não vi meus 30 anos passarem, pulei direto para os 31". E foi bem assim. Bom, fizemos uma festinha bem pequena, somente para os mais chegados dos mais chegados e assim comemoramos um dia antes. No dia mesmo, passamos eu, ele, o pai e os irmãos peludos (Milton, Diana e Zé) juntos curtindo a família. Foi bem bom :-)

Mas resumindo a ópera, sinto que após um ano de muitas experiências novas, hoje, entramos em uma nova fase muito bacana para todo nós. Tipo, é como se o mundo ficasse um pouquinho maior e os horizontes se abrissem para outras novas experiências. Como se nós estivessemos fazendo uma viagem ao exterior pela primeira vez e fosse desbravar lugares e conhecer novas culturas. Uma sensação muito boa, por sinal, com muitas expectativas positivas. 

Não me sinto uma mãe muito grudada (às vezes, acho até que sou pouco carinhosa por isso, rs, mas ai é culpa da maldita sociedade crítica na qual vivemos, que nos enchem de medos e culpas todos os dias) e digo a mim mesma (desde já) que preciso criar o meu filho com dignidade, respeito e educação, mas acima de tudo sabendo que ele é meu filho sim, mas é filho do mundo também, que fui apenas um meio de chegada, mas que não sou o fim. Quero que ele seja uma pessoa íntegra  e correta, que seja feliz com suas escolhas e que seja responsável por suas decisões, não importam quais elas forem. Quero poder sim fazer parte da vida dele como algo bom e não como um fardo ou obrigação. Quero que ele seja aquilo que ele escolher ser com coragem e sabedoria. Quero poder estar ao lado dele (mesmo que por algum motivo eu fique fisicamente distante) e dar apoio no que me for possível. Quero ter boas lembranças das pequenas conquistas (e das grandes também) e quero lembrar com carinho desde dia tão importante na vidinha dele, um pequeno passo para uma longa caminhada de vida. 

Sim, bateu vontade de chorar, mesmo não sendo grudada ou sabendo que ele está bem lá em cima. Ah, eu sou mãe, ora bolas!


Beijo grande! 

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