Não dá pra entender muito bem o por quê de uma noite ele dormir bem e acordar apenas umas 2 vezes e outra acordar a noite inteira sem que haja nenhuma razão aparente ou que tenha havido qualquer alteração na rotina; simplesmente acontece. O que sei é que, hoje, estou mais zumbi do que nunca, com olheiras alla um panda, com uma certa impaciência generalizada e com a certeza de que essas horas perdidas da noite vão me fazer falta em 5, 4, 3, 2, 1...
Uma coisa que o (me/ nos) ajudava a ter um intervalo maior entre uma mamada da madrugada e outra era fazer o "pacote", ou seja, enrola-lo bem meio que "travando" os bracinhos e pernas dos espasmos que todo bebê novinho tem (e faz acorda-lo no susto). Desde os 3 meses (período o qual esses espasmos somem ou diminuem muito) não faço mais o "pacote", tanto porque não há mais espasmos, quanto porque acho importante ele ter o espaço dele no berço e porque precisa encontrar a posição que mais se sente bem para dormir (sem as restrições que o "pacote" impõe de algum jeito). Falando assim, o "pacote", também conhecido lá fora como swaddler, parece algum tipo de castigo ou tortura, mas é recomendado em maternidades e por pediatras até o período de espasmos cessar para que o bebê tenha um sono mais tranquilo. Admito que essa noite me bateu uma vontade danada de fazer o "pacote" outra vez, mas fiquei preocupada dele estranhar e reclamar (e acordar o pai, que teria que acordar às 4h da manhã para seus afazeres de segunda-feira). Estou contanto essa história toda para colocar em pauta uma coisa que sempre me passa pela cabeça: a linha tênue entre deixar a criança um pouco mais livre e/ ou impor regras e condições para o seu desenvolvimento. No caso, a primeira coisa que me vem a cabeça ao voltar ao "pacote" é: "Estou reprimindo os movimentos dele e isso pode lá na frente gerar algum tipo de problema". Pode parecer exagerado, mas se você parar pra pensar esse limite que divide o "certo" e o "errado" é muito complicado, pois não sabemos na real o que pode ou não ser um problema para o outro, especialmente para uma criança que está começando a entender a vida como ela é, mesmo em situações pequenas e "inofensivas" como essa. Complexo, eu sei, por isso, prefiro evitar pensar ou filosofar muito sobre "a linha", mas essa noite em específico eu parei pra pensar um cado nela.
Enfim! Apesar dos pesares, ver que ele dá aquele sorriso ao abrir os olhos e me ver pela manhã compensa um pouco o perrengue da noite e lembrar desse sorrisinho ajuda a seguir em frente ao longo do dia. Então, vamo que vamo!
Beijos!