16 de julho de 2014

Sobre o Brasil e a Copa

Com o fim da Copa do Mundo no Brasil, só me resta falar de... Copa do Mundo no Brasil. Rs.

Estou desde a semana passada querendo 'dissertar', rs, sobre o assunto e sobre algumas conclusões que tirei após o mundial de futebol, mais especificamente, sobre a Seleção Brasileira.

Foi chocante ver a passividade da Seleção em campo naquele fatídico jogo contra a Alemanha, no dia  8 de julho (huuum... dia 8... somando os gols... rs) e certamente ninguém vivo irá esquecer desse jogo enquanto respirar. Enfim, até agora, está todo mundo tentando entender e especulando sobre, né.

Na verdade, na verdade, o que eu queria mesmo era fazer um paralelo sobre a Seleção e o Brasil. Sim, o país Brasil mesmo. Me acompanhe, vamos lá, vou tentar me fazer entender.

A Seleção Brasileira tem grandes nomes, grandes talentos individuais.  No Brasil não é diferente. O problema é que essas grandes 'crias da casa' não ficam nem na Seleção, nem no país; na primeira oportunidade, o que os grandes querem é sair do grande país em tamanho e pequeno país em desenvolvimento (eu sou uma dessas pessoas, que gostaria de dar no pé, mas ainda não encontrou o 'como'). Vai dizer que não: o jogador sonha em jogar no exterior; o trabalhador quer conquistar carreira internacional. É ou não é basicamente a mesma coisa? Assim, os grandes talentos não conseguem trabalhar em equipe aqui e ganhar força juntos, pois seus talentos individuais se vão nos assentos de aviões.

Outra característica bem comparável é a forma de se lidar com os problemas e contratempos. A Seleção Brasileira tem a grande mania de achar que um pequeno esforço resolve, que um gol define partida aos 3 minutos iniciais de jogo, que defesa é coisa boba e que o que vale é o ataque. Não lhe parece familiar? O Brasil (leia-se: brasileiros) acha que fazer o mínimo está ok, que resolver o seu lado e pronto é normal, que defesa é coisa boba e que o que vale é o ataque (opa! Olha ai!) ou o famoso 'o problema não está comigo, está com o fulano, que...'. Nós brasileiros sempre temos o bom (pra quem?!) e velho "jeitinho" de fazer as coisas e resolver os problemas e achamos que assim o país vai andar pra frente. Nada disso: o que pode até andar é o 'individual' e não o 'coletivo'. Anda o trabalho de um, resolve o pepino de outro, ou pior, posterga qualquer uma das opções anteriores, o que é bem comum, by the way

Uma terceira coisa em comum é que a Seleção tem muitos problemas técnicos e administrativos, mas as pessoas tem um grande coração e são muito gente boa, ídolos de muitas gerações. Huuum... gente boa... povo alegre e gente boa... sei, uh-hum... É legal ser gente boa, mas só ser gente boa não resolve muita coisa, até ajuda, claro, mas não resolve. Samba e cervejinha também não (é bom, mas não resolve NADA).  O que se precisa pra Seleção e pro país é planejamento de longo prazo, assim como  nos deu exemplo a Alemanha (país e Seleção): passou perrengue ao longo de sua história (criou perrengue pra muita gente também, né...) e se reergueu; passou perrengue com a equipe de futebol e ao longo de 10 anos se reestruturou e conquistou o topo. País ou Seleção, todas as conquistas foram fruto de um longo tempo de trabalho. (Às vezes, eu tenho a sensação de que, pelo simples fato do país nunca ter passado por um perrengue que atingisse o território inteiro, todas as classes e não só as menos abastadas - tipo uma guerra, como é o caso das grandes potências mundiais - somos meio imaturos enquanto nação, meio infantis mesmo e que não sabemos lidar com adversidade).

Enfim, não dá pra criticar a Seleção sem criticar à nós mesmos enquanto país. A nossa Seleção é a imagem e semelhança do Brasil e se não mudarmos em ambos os casos desde já continuará sendo assim: um país em 'desenvolvimento' e um bando de bebês chorões. 


Beijos e bola pra frente, que o gol tá lá!

26 de maio de 2014

O Tempo que Passa

Semana passada, a minha avó deu um susto danado na família: levou um tombo e, em função disso, descobriu que tinha tido um AVC leve algum tempo antes da queda. Ela está com 79 anos, por menos que pareça para quem convive com ela. Não é fácil receber uma notícia dessa por telefone; passei o fim de semana inteiro meio lerda, meio pensativa. Graças a Deus, ela está bem, está apenas fazendo exames de acompanhamento e recuperando os machucados da queda.

Hoje, minha madrinha, a Maninha, faz 75 anos e daqui dois dias, minha tia avó, tia Amy, vai fazer o que 80? 81? O tempo passa tão rápido que a gente até esquece que nossos velhos, ou melhor, como costumo dizer, minhas 'veccias' estão de fato envelhecendo e, que por mais que na minha cabeça ainda fiquei a lembrança da minha bisavó, que faleceu em 2009, ser a pessoa 'idosa' da casa, minhas 3 senhoras estão bem senhorinhas mesmo.

Bom, passei aqui hoje para desejar um feliz aniversário à Maninha e à tia Amy (antecipadamente) e para dizer que eu amo muito minhas 3 mosquiteiras e que sinto falta de passar mais tempo com elas <3

Meu aniversário de 2012, vovó, Maninha e Amy, da esquerda para a direita.


Beijos a todos e ótima semana!

28 de abril de 2014

Sobre Dias Bons

Sabe aqueles dias que você não dá nada por eles, mas por algum motivo, mesmo que pequeno, aquele dia vira um dia bom? É, sobre esses dias que eu queria falar.

Hoje, não chegou a ser daqueles dias excepcionais, mas foi daqueles dias bons. Acordei, fiz minhas atividades corriqueiras, voltei para casa, almocei, fiz mais algumas atividades, passei um tempo com pessoas desconhecidas, conheci pessoas, voltei para casa de novo. Moral de história? Vamos chegar lá já já.

Me pego inúmeras vezes pensando em como fazer para ter um dia mais alegre, mais agitado, menos agitado, mais longo, mas não me pego pensando em simplesmente fazer do meu dia um dia bom. Não estou aqui querendo colocar pingos nos 'i's' e dar nenhuma lição filosófica, muito menos passar uma imagem de 'olha só como eu sou do bem e positiva' (afinal, nem seeeempre sou lá muito positiva, né? Quem me conhece sabe bem como é a TPM, rs), não, não é isso. Só quero mesmo lembrar a você e principalmente para mim que se 'para morrer basta estar vivo', para ter um dia bom, basta dizer a si mesmo que o seu dia vai ser bom. Não importa se a chuva caiu e você estava de branco e sem guarda-chuva ou com aquele sapato aberto; se o último ônibus passou 2 minutos antes de você chegar no ponto; se o seu cachorro teve piriri e sujou a casa toda durante a madrugada; ou se você acordou menstruada no dia que combinou de ir à praia com os amigos (se você é uma mulher, sabe que isso entra facilmente no hall de 'coisas que desagradam'). Ok! Pense o seguinte: tome um banho de chuva, ou caminhe a esmo, ou não dê mais besteira para o seu cão comer, ou chame seus amigos para um piquenique no parque! Crie alternativas e seu dia será bem mais bacana do que você imagina.

Quer ter um dia bom? Faça-o você mesmo :-)

Beijo grande e tenha você também um dia bom!



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